9.10.10

À tesourada

Por João Duque

FACE a uma injustificada descontinuidade no fornecimento das águas com que a companhia das mesmas brindou José Maria de Eça de Queirós, exigiu este ao digno diretor da dita (e membro do Partido Legitimista) a justa e equitativa contrapartida contratual.

A um previsto incumprimento no pagamento, tinha a companhia o poder de cortar, por contrato, o fornecimento de água à cozinha e ao quarto de banho de Eça. Como contrapartida, Eça exige: "Para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso, no análogo àquele em que V. Exa. me cortaria a canalização, de cortar alguma coisa a V. Exa. Oh! E hei-de cortar-lha!" (...)

Texto integral [aqui]

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2 Comments:

Blogger GMaciel said...

A cobardia política tem sempre desculpa ou saída pronta, mais não seja atirando para os outros o que é da sua inteira responsabilidade.

Quando escuto os elogios tecidos a T.S., o técnico, pergunto-me onde terá ele ido desenterrar T.S., o político. Mais um fenómeno Dr. Jekyll e Mr. Hyde, ou a contumaz história de alguém corrompido pelo poder?

Faites vos jeux.

9 de outubro de 2010 às 21:34  
Blogger Manuel Brás said...

Sem cortar no esbanjamento
fazendo prosa indolente,
é falso o convencimento
de quem se julga tão valente.

Ou...

Sem ter coragem para cortar
fazendo prosa indolente,
é ignóbil esse dissertar
de quem se julga tão valente.

Epílogo:

São venturas e desventuras
dessas mentes tão empanadas,
estamos fartos de farturas
e de quimeras enfunadas!

10 de outubro de 2010 às 10:58  

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