10.1.11

A cada casa um botão

Por A.M.Galopim de Carvalho

O FRANCISCO José, para o grande público, Chico Carvalho, na cidade que o viu nascer, nunca foi um fumador. Como qualquer um, lá pegava num cigarro, uma vez ou outra e ao sabor de uma qualquer situação, procurando cumprir o ritual. Desajeitadamente, sem aspirar o fumo e sempre a cuspir os fios de tabaco saídos da ponta molhada, a desfazer-se, lá o ia consumindo até se ver livre dele com o alívio de quem despacha algo que não está nos seus gostos.

– Não engoles o fumo? – Dizia-lhe um, no tom de quem, ao perguntar, queria era deixar no ar o reparo. – Assim não dá gozo.

– Pois é, mas eu nem gosto, nem devo – respondia. (...)

Texto integral [aqui]

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3 Comments:

Blogger Bartolomeu said...

Excelente história, como o são sempre as que o Mestre nos oferece!
Como diz um outro mestre, da família dos Homem: " A vida, é uma vaga paragem no tempo, a partir da qual não há previsões nem dia seguinte"
Quem diria que um mero morrão de cigarro, ditaria uma moda?!
;)))

10 de janeiro de 2011 às 10:35  
Blogger Luís Bonito said...

Caro Professor:
Além de excelente a sua história foi, como sempre, uma delícia.
Ainda sou da geração em que a mãe ia com as calças rasgadas da brincadeira à cerzideira milagrosa que fazia aquilo de maneira a quase não se notar nada :-)
Palavras de velhos, hoje em dia presumo que as cerzideiras só existirão para gente pobre.
Um abraço

10 de janeiro de 2011 às 14:25  
Blogger R. da Cunha said...

É sempre com prazer que leio estas estórias!

10 de janeiro de 2011 às 18:33  

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