17.1.11

Nevoeiro

Por João Paulo Guerra

“Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer,
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!"

.
AS MANHÃS de nevoeiro que se abateram sobre parte de Portugal nos últimos dias são propícias a que se evoquem profecias e se alimentem ânsias como a do regresso de D. Sebastião. (...)
Texto integral [aqui]

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1 Comments:

Blogger rouxinol de Bernardim said...

Nevoeiros e napoleões (alguns de hospício...) é o que se vê mais... parecem pardais...

17 de janeiro de 2011 às 17:14  

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