5.12.15

No quadragésimo aniversário do 25 de Novembro de 1975

Por António Barreto
Na nossa história, houve datas civis que tiveram o seu tempo, viveram e morreram. Algumas, mal ou bem, subsistem com forma ou vigor, como o 10 de Junho, o 1º de Maio e o 25 de Abril. Outras desapareceram, como o 24 de Julho, o 9 de Abril e o 11 de Novembro. Umas foram afastadas por repulsa, como o 28 de Maio, enquanto outras se arrastaram através dos anos como o 1º de Dezembro e o 5 de Outubro.

Há datas exemplarmente nacionais, outras marcadamente políticas, outras ainda de carácter social. De umas datas fizeram-se feriados, outras já não o são. O tempo apaga, o tempo esbate, mas o tempo também consolida. A história da definição de cada uma destas datas é sempre curiosa. Comemoração ou propaganda, evocação cultural ou festividade de circunstância: há de tudo.
Texto integral [aqui]

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2 Comments:

Blogger José Batista said...

Este comentário foi removido pelo autor.

5 de dezembro de 2015 às 11:57  
Blogger José Batista said...

Creio que o próprio Ramalho Eanes, figura cimeira do 25 de Novembro, se pronunciou no sentido de não haver comemorações. Eu compreendo, haverá feridas mais ou menos cicatrizadas em que não vale a pena mexer. E fica bem aos que ganharam (e com eles o país ou, pelo menos, a maioria das pessoas que sentem a data como uma vitória) não se porem em bicos de pés ou elogiarem-se a si próprios. Tanto mais que a nossa democracia é bastante formal, o que não é pouco (agrada-me a liberdade de escrever este comentário), mas vivemos um tempo terrível em que os bancos nos roubam, as operadoras de telecomunicações nos roubam, as seguradoras nos roubam e as finanças chegam a trabalhar para as PPPs, roubando-nos... E fazem-no impunemente. E em nome da lei!
Um exemplo: eu e todos os funcionários públicos, que servimos o estado, temos que solicitar ao estado, que tem os nossos dados, um certificado do registo criminal (porque podemos todos ser pedófilos...), mesmo que já sejamos servidores do estado há mais de 30 anos, e levá-lo às secretarias das instituições onde trabalhamos, ou seja: ao próprio estado. Por tudo isto perdemos tempo e pagamos 5 euros. É claro que, havendo 600 000 funcionários públicos, lá entram 3 milhões de euros nos cofres. Ah, e o certificado só é válido por 3 meses (na realidade nem o pode ser: como é que um papel assegura que um pedófilo não o seja nos três meses seguintes à data em que foi passado?).
Por isso, a nossa democracia não é bem uma democracia. Ou, sendo-o, é uma democracia muito fraquita.

5 de dezembro de 2015 às 12:03  

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