Um livro interessante
Nascido em 35 d.C., e tendo sido pretor, cônsul, governador e militar, o autor deste livro sabe do que fala e, nesta obra, narra-nos centenas de episódios interessantes - e muitas vezes divertidos.
Aqui ficam três:
* Aníbal não conseguia convencer os elefantes a atravessar um determinado curso de água. Mandou então que um dos seus homens, bom nadador, ferisse um dos animais e em seguida, fugisse, atravessando o ribeiro a nado.
O elefante, furioso, perseguiu-o... e os outros todos imitaram-no.
* Segundo uma outra saborosa história, um grupo de homens, dentro de água, fugia de uma galera que os perseguia.
Chegados a uma zona de baixios, acocoraram-se, ficando apenas com a cabeça de fora.
Os do navio, julgando que ali a água era suficientemente profunda, aproximaram-se para os matar. Evidentemente, encalharam e, depois de os "agachados" se porem de pé... foram derrotados.
* Certo dia, Péricles viu-se encurralado num local onde apenas dispunha de duas saídas.
Mandou então abrir uma vala numa delas (supostamente, para não ser atacado por aí), e preparar a outra convenientemente para (segundo deu a entender) poder passar.
Quando o inimigo o foi esperar nesse segundo local, escapou atravessando a vala, usando pontes de madeira que, entretanto, fizera às escondidas.


2 Comments:
Precisamente 150 anos antes do nascimento de Sexto Júlio Frontino, nascia uma outra criança romana, de seu nome Marcos Licínio Crasso, que, tal como Frontino, viria a desempenhar os cargos de pretor, cônsul e governador. Mas ficam por aqui as semelhanças, pois enquanto Frontino foi um abalizado engenheiro, brilhante matemático e insigne estratego e escritor, Crasso foi um político teimoso como um burro, avarento como Harpagão, e de medíocre talento.
Crasso era tão teimoso que insistiu em guerrear os Partos, povo cujo império correspondia aos actuais Iraque, Irão, Afeganistão (e não só), contra a opinião generalizada dos tribunos e generais romanos. Cometeu tantos erros, que um deles lhe custou a vida, pois Crasso acabou por morrer às mãos dos partos. Mas o erro, esse, ficou imortal, como todos sabem.
É curioso verificar que, decorridos dois milénios após o nascimento de Crasso, nascia uma outra criança, que viria a ser imperador de uma outra Roma. A essa criança foi dado o nome de Georgius Bushus II, que, tal como Crasso, contra tudo e contra todos, determinou uma guerra de Pirro contra os actuais “partos”. Já lá morreram mais de 15 centúrias. A História, afinal, repete-se. A ver vamos como vai acabar esta aventura dos centuriões da nova Roma.
Se estiverem atentos os dicionaristas não deixarão de dar à palavra “bush” o mesmo significado de crasso. A César o que é de César…
Pedro Couto
(Pólux Castor)
Caro Pedro Couto,
Mais uma vez, obrigado por enriquecer este "blogue" com os seus comentários, tão pertinentes quanto interessantes!
Um abraço
do
CMR
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