25.4.05

Um livro interessante

Nascido em 35 d.C., e tendo sido pretor, cônsul, governador e militar, o autor deste livro sabe do que fala e, nesta obra, narra-nos centenas de episódios interessantes - e muitas vezes divertidos.

Aqui ficam três:

* Aníbal não conseguia convencer os elefantes a atravessar um determinado curso de água. Mandou então que um dos seus homens, bom nadador, ferisse um dos animais e em seguida, fugisse, atravessando o ribeiro a nado.
O elefante, furioso, perseguiu-o... e os outros todos imitaram-no.

* Segundo uma outra saborosa história, um grupo de homens, dentro de água, fugia de uma galera que os perseguia.
Chegados a uma zona de baixios, acocoraram-se, ficando apenas com a cabeça de fora.
Os do navio, julgando que ali a água era suficientemente profunda, aproximaram-se para os matar. Evidentemente, encalharam e, depois de os "agachados" se porem de pé... foram derrotados.

* Certo dia, Péricles viu-se encurralado num local onde apenas dispunha de duas saídas.
Mandou então abrir uma vala numa delas (supostamente, para não ser atacado por aí), e preparar a outra convenientemente para (segundo deu a entender) poder passar.
Quando o inimigo o foi esperar nesse segundo local, escapou atravessando a vala, usando pontes de madeira que, entretanto, fizera às escondidas.

2 Comments:

Blogger Pólux said...

Precisamente 150 anos antes do nascimento de Sexto Júlio Frontino, nascia uma outra criança romana, de seu nome Marcos Licínio Crasso, que, tal como Frontino, viria a desempenhar os cargos de pretor, cônsul e governador. Mas ficam por aqui as semelhanças, pois enquanto Frontino foi um abalizado engenheiro, brilhante matemático e insigne estratego e escritor, Crasso foi um político teimoso como um burro, avarento como Harpagão, e de medíocre talento.

Crasso era tão teimoso que insistiu em guerrear os Partos, povo cujo império correspondia aos actuais Iraque, Irão, Afeganistão (e não só), contra a opinião generalizada dos tribunos e generais romanos. Cometeu tantos erros, que um deles lhe custou a vida, pois Crasso acabou por morrer às mãos dos partos. Mas o erro, esse, ficou imortal, como todos sabem.

É curioso verificar que, decorridos dois milénios após o nascimento de Crasso, nascia uma outra criança, que viria a ser imperador de uma outra Roma. A essa criança foi dado o nome de Georgius Bushus II, que, tal como Crasso, contra tudo e contra todos, determinou uma guerra de Pirro contra os actuais “partos”. Já lá morreram mais de 15 centúrias. A História, afinal, repete-se. A ver vamos como vai acabar esta aventura dos centuriões da nova Roma.

Se estiverem atentos os dicionaristas não deixarão de dar à palavra “bush” o mesmo significado de crasso. A César o que é de César…


Pedro Couto
(Pólux Castor)

27 de abril de 2005 às 02:00  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

Caro Pedro Couto,

Mais uma vez, obrigado por enriquecer este "blogue" com os seus comentários, tão pertinentes quanto interessantes!

Um abraço
do
CMR

27 de abril de 2005 às 09:51  

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