18.1.08

A propósito do 'post' anterior

1.ª página do «Público» de hoje

DIR-SE-Á QUE O PROBLEMA (se é que existe algum!) é dos accionistas e dos depositantes - que, por sinal, só o são porque querem. E é verdade. Só esperemos que este e outros bancos, se um dia a vida lhes correr mal (como por vezes sucede por esse mundo fora), não venham pedir ajuda a quem nós sabemos...

Em tempo: E há um outro aspecto importante que não estou a ver acautelado:
Pela idade que aparenta ter o reformado em causa, é bem possível que "até ao fim da sua vida" ainda decorram muitos anos.
Assim, pergunto: foi tida em conta a inflacção, e a correspondente actualização anual da reforma para que ele não perca poder de compra?

*

Actualização (19 Jan 08): por indicação do visado, o «Público» publica hoje uma importante correcção a esta notícia: os 10 milhões de euros não são de indemnização, mas sim um acerto de contas, sendo 1,9625 milhões de compensações e 7,770 milhões correspondentes a remunerações variáveis. Quanto aos 35 mil euros/mês, afinal são 37,5.

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3 Comments:

Blogger R. da Cunha said...

Este assunto já me mecereceu um post noutro blogue. É chocante e imoral.

18 de janeiro de 2008 às 18:55  
Blogger Jorge Oliveira said...

Este caso é apenas mais um exemplo da situação para a qual o Presidente da República chamou a atenção. As exageradas remunerações dos gestores de bancos e outras grandes empresas, bem conhecidas, umas totalmente privadas e outras com a (vergonhosa, para o caso) participação do Estado, não é um problema de justa retribuição da competências, que diga respeito apenas aos accionistas, como alguns querem fazer crer.

Essas empresas não teriam a possibilidade de pagar essas remunerações principescas se não tivessem lucros tão elevados. E têm lucros tão elevados porque cobram a todos nós um preço demasiado elevado pelos serviços que prestam. Os preços da água, gás, electricidade, portagens, serviços bancários, etc, etc, tudo isto tem preços excessivos, relativamente ao nível de remunerações da generalidade dos portugueses.

É que não estamos a falar de serviços que se compram aqui ou ali, ou que se compram porque sim ou porque não. Estamos a falar de serviços básicos, em que a livre escolha da empresa ou não existe, ou está muito limitada. Ter lucros elevadíssimos nestas circunstâncias não parece constituir prova de excepcional competência dos gestores, a ponto de merecer o nível de remunerações conhecido. Ou que, a contragosto, vai sendo conhecido. É apenas prova de que o cliente está à mercê do vendedor.

Lá diz o velho ditado que “é fraqueza entre ovelhas ser leão”. Aos accionistas e gestores em causa, estamos limitados a votar o nosso desprezo, já que a entrada na União Europeia nos tornou um país “evoluído”, em que revoluções e outras manifestações populares estão fora de causa e não lhes podemos dar a lição que eles mereciam. Não apenas no bolso ou na urna de voto. Na pele.

19 de janeiro de 2008 às 09:54  
Anonymous Anónimo said...

Grossa era a aldrabice reinante no BCP para que a um presidente derrotado seja dada tão indecorosa maquia para se retirar.
Óbvio que não se trata de reforma mas antes pagar o preço do silêncio de quem sabe TUDO e não se coibirá de deixar "escapar" para os media pistas comprometedoras.
Afinal de contas quem passou a papelada para alguns jornais?! O Berardo? E quem os fez chegar ao Berardo?

Nada tenho e nada terei no BCP e incentivo quem tem a retirar-se. Os outros serão melhores? Tenho dúvidas que a aldrabice seja matricial apenas no BCP mas... deste já sabemos que não era governado por gente séria.

É óbvio que esta indemnização envergonha quem a recebe. Moralmente é um roubo!
Mais cedo ou mais tarde, a continuar esta escandaleira vamos ter a malta na rua para fazer uma limpeza geral na cambada que vem comprometendo o futuro do País.
Eu lá estarei outra vez.
E, a bandalhos deste calibre, não oferecerei um cravo.

19 de janeiro de 2008 às 12:47  

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