18.2.09

O discurso do nada

Por Baptista-Bastos
A VITÓRIA DE SÓCRATES é a metáfora do eucalipto: ele seca tudo à sua volta e conduz o partido como muito bem entende.
(...)
Os temas exclusivos que, no congresso, suscitaram o seu interesse, são indicadores do seu oportunismo ou da sua incompetência. Esqueceu o desemprego, o desajuste entre a realidade pungente, na qual estamos mergulhados, e a mudança das instituições; a falência dos bancos, a corrupção e a própria questão da liberdade. Sócrates tinha opções: não as tomou ou não as quis tomar. A sociedade pedia-lhe (e até lhe exigia) respostas. O método de pensamento que utilizou é-lhe habitual. Passa ao lado do que se lhe pedia, exigia ou perguntava. Sob a capa de falar de problemas "fracturantes", nunca assumiu, com a coragem requerida, enfrentar os dilemas que o excedem, mas que são inseparáveis dos princípios elementares do nosso viver colectivo.
(...)
Texto integral [aqui]

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3 Comments:

Blogger Lacão said...

trata-se apenas de um politico na pior acepção da palavra. Nada de novo. Que dizer do povo que o aceita e elege como lider ? que dizer das elites que se deixam secar ? O problema não está nele, o problema é bem mais profundo.

18 de fevereiro de 2009 às 14:20  
Blogger Lacão said...

...em tempos li, já não sei onde, uma entrevista com um revolucionário grego que dizia que o povo portugues teria de ter vergonha por ter deixado morrer o seu ditador no poder. Afinal de contas é disto que se trata.

18 de fevereiro de 2009 às 14:22  
Blogger R. da Cunha said...

"Os temas exclusivos que, no congresso, suscitaram o seu interesse...", escreve BB.
Qual congresso? BB tem uma varinha mágica?

18 de fevereiro de 2009 às 17:33  

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