31.10.09

Abaixo o Ruído!

Por Maria Filomena Mónica

A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE considera que o limite de ruído ambiental a partir do qual começam a existir efeitos nocivos para os seres humanos é de 55 decibéis. Vários estudos demonstraram recentemente que metade dos portugueses está exposta a estes níveis de barulho, sendo o trânsito a sua principal fonte, mas não é deste factor que desejo falar mas do tipo de ruído que nos cerca sem que lhe prestemos atenção.

Hoje, raro é o restaurante onde, enquanto almoço, não tenha de suportar música de fundo; não há antecâmara de consultório médico, onde não seja forçada a conviver com doentes falando ao telemóvel; (...)

Texto integral [aqui]

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4 Comments:

Blogger Maria said...

Maria Filomena:
Pela segunda vez consecutiva concordo inteiramente consigo.
Que me diz, a ter de aturar um dia inteiro a música dos vizinhos, aos gritos, as discussões entre eles, em alta voz? Pedir-lhes por favor, tentei e fui insultada. A polícia além da maior parte das vezes não atender, ainda me responde que não tem aparelhos para medir o som. Meter algodões nos ouvidos, não resulta, porque os vidros e candeeiros vibram.
Esqueceu-se de mencionar a música preferida dos donos dos telemóveis, que me corrompe os ouvidos, cada vez que ligo para um.
Cartuxa? eu também ia, mas também não sou obediente e gosto de falar.
Um abraço e parabéns pelo artigo.

31 de outubro de 2009 às 19:47  
Blogger José Batista said...

Como eu compreendo.
Podem imaginar-se a trabalhar numa qualquer escola básica ou secundária do nosso país?
Agora imaginem-se a trabalhar numa dessas escolas em... obras! Estão a ver?
E contudo, o pior nem é isso...

31 de outubro de 2009 às 20:04  
Blogger diogo said...

Concordo completamente consigo , agora há outra coisa que os cérebros deste país acham que nós temos falta , além da música por todo o lado acham que nos devem fazer rir .

31 de outubro de 2009 às 20:21  
Blogger António Viriato said...

Cara Filomena,

De tanto a ler e até de a defender, em cavaqueiras entre amigos, permita-me a intimidade do trato e felicitá-la por essa sua benemérita cruzada em favor do silêncio, valor hoje só reconhecido por escassa elite, passe a pretensão.

Mesmo com reduzido apoio, é salutar que continue a lutar por algo que preserva a nossa sanidade mental, o silêncio, pese a incompreensão, a insensibilidade de muitos que confundem a animação com o ruído e o silêncio com a morte.

Dá-lhes, Senhor, a luz da tua inteligência, apetece dizer, não fora a fúria dos Saramagos investir por aí, a pretexto da tirania Divina.

Cordiais Saudações aos poucos que por aqui se reúnem e deixam opiniões cordatas e polissilábicas.

5 de novembro de 2009 às 00:28  

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