3.1.10

Crónica piegas de fim de ano

Por Alice Vieira

ESCREVER A CRÓNICA DE HOJE
é uma coisa estranha, porque estou a escrevê-la em 2009, mas quando a lerem já estamos em 2010 - e sinto-me assim naquela terra de ninguém que são sempre as vésperas dos anos novos.

E ponho no leitor de CD’s músicas piegas, porque hoje tudo é permitido, e encho-me de aznavours e domenicos modugnos e coisas do tempo em que o tempo demorava muito tempo a passar, não era como agora em que as horas têm cada vez menos minutos e os minutos menos segundos. (...)
Texto integral [aqui]

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2 Comments:

Blogger Unknown said...

Alicinha

Se eu soubesse escrever assim, palavra que quem tinha parido esta crónica era o AF. Que lá esteve. Nisto de elogios fico-me por aqui. Aliás, é mais invejinha do que.

No restante - só aplaudo de mãos ambas até doer. Quanto ao chefe Pires, estive a seu lado tantos anos que agora tinha de estar também. Com muita honra, mas também com muita tristeza.

Já não há camisolas. Ponto. Por que bulas se haviam de vestir, então. Ponto de interrogação.

Queijinhos, muitos

3 de janeiro de 2010 às 11:39  
Blogger José Batista said...

Queira desculpar: este não é um texto piegas. E a camaradagem entre as pessoas, vivida do modo como refere, não vai acabar. Não que eu pretenda estar cá para testemunhar. Mas, quando converso com os meus alunos, vou-lhes deixando escapar que esta coisa de as pessoas terem que se preparar para terem várias profissões durante a vida, conforme certos arautos muito sabichões vão debitando, não me entra na cabeça. Pois não é que as pessoas, enquanto as houver, não vão continuar a comer pão? Então por que não há-de haver um padeiro que invista mesmo em ser padeiro, por mais que a profissão evolua? E não precisaremos vestir-nos sempre? Logo, não terá que haver quem nos confeccione as vestimentas? E médicos que nos tratem? E veículos em que possamos mover-nos? Como é que alguém pode fazer mais que duas ou três coisas bem feitas na vida? Os Leonardos da Vinci não são assim tão abundantes, parece-me... E escritores, deixam de o ser para serem outra coisa? E, já agora, os que profetizam que o "maralhal" tem que estar sempre às ordens de quem tiver poder material e contas recheadas, para as mais diversas tarefas, quantas coisas diferentes foram eles capazes de fazer na vida?...
Também por isso, este não é um texto piegas. Porque está bem escrito, e porque toca em problemas bem reais que nos querem convencer que são do passado. Mas as pessoas são do passado. E assim vão continuar a ser, com mais ou menos roupagem futurista, a qual, apenas disfarça, às vezes mal, a natureza do ser humano. Que não mudou, pelo menos tanto quanto me tenha apercebido...
Gostei deste texto, pronto.

3 de janeiro de 2010 às 16:48  

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