29.10.11

O brasileiro, D. Rosalina e nós

Por Ferreira Fernandes

OI, MEUS irmãos. Estou sabendo de D. Rosalina, embora não muito. Vossa patrícia, viúva, ou assim, de um cara cheio de grana, a idosa apareceu morta aqui no estado fluminense, para lá de Niterói. A polícia do Rio investigou e tem suspeito, mas não pega ele, não sei as razões. Por ele ser graúdo, político? Não sei, não.
As autoridades portuguesas devem estar dando em cima dos policiais brasileiros, mandando ofícios, precatórias, inquirições: "Então, como é? O caso da D. Rosalina, cidadã lusa, está resolvido?"
Se calhar o vosso Presidente até na cimeira ibero-americana vai cobrar da nossa Presidenta Dilma o atraso com D. Rosalina.
Portugal é Europa e tem de mostrar ao Terceiro Mundo que com a Justiça não se brinca.
Enfim, sobre D. Rosalina as autoridades lusas estão empenhadíssimas, eu sei. O meu causo é outro: há um suspeito de assassínio no Brasil - repito, não segui nos detalhes, não sei se o sujeito está no Complexo do Alemão ou na Amazónia - e vocês não estão prevenindo os turistas que estão vindo para cá? Deixam vir sem avisar? Devia haver uma campanha, aí, na santa terrinha, a dizer: "Há um suspeito de assassínio à solta, as autoridades locais não estão ligando, nem interrogam, nem uma perguntinha no homem nem nada, e você acha que aquilo lá é seguro para visitar?"
Repito, meus irmãos, não segui as minúcias da morte de D. Rosalina, mas se eu fosse a vocês ficava aí, nesse Portugal sereno.
«DN» de 29 Out 11

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3 Comments:

Blogger José Batista said...

Ôi, irmão braseleiro,

Que tau, se ocê aí, insistissi pra polícia interrogá os amigos do suspeito?
Aqueles memo amigos. Quem sabe eles não dizem logo ondji êle tá?
Êxperimenta, vai.

29 de outubro de 2011 às 15:55  
Blogger António Viriato said...

Ora aí está como Vocês estão escrevendo numa variante próxima do nosso idioma, por sinal, bastante divertida, sobretudo, na oralidade. E se a moda pega ? A ortografia já vem a caminho...

31 de outubro de 2011 às 01:31  
Blogger Táxi Pluvioso said...

Mais um caso para vender jornais apenas.

31 de outubro de 2011 às 07:31  

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