18.9.08

ESTAMOS FARTOS DE VER, na TV, cenas de assaltantes que são filmados por câmaras de vigilância sem que isso pareça desmotivá-los nem adiantar muito para efeitos de captura. A mim, já me roubaram a carteira no interior de uma dependência bancária com vídeo-vigilância, e quando apresentei queixa vim a saber que estava desligada - porventura seguindo o exemplo dos nossos tribunais (mas, nestes, "a culpa é do governo anterior").
Pois bem; para evitar esses e outros problemas (como represálias. p. ex.), não há nada como instalar as câmaras da forma inteligente que a foto documenta...
NOTA: esta imagem faz parte de um conjunto de 12 que se pode ver [aqui].

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4 Comments:

Blogger R. da Cunha said...

Costumo receber o catálogo de uma empresa de utilidades que anuncia uma câmara (assumidamente) falsa. Diz a legenda da respectiva foto que os ladrões não sabem que a mesma é falsa e que, portanto, não assaltam. Ainda não me tentei a comprar uma, tanto mais que os assaltantes não se impressionam nada quando sabem que as verdadeiras são verdadeiras (podem é não funcionar). Quanto à imagem do post, a ser verdadeira, é um espanto.
Já conhecia as restantes fotos e creio que algumas são reais.

18 de setembro de 2008 às 23:24  
Blogger rms said...

Ainda ontem escrevi algo sobre o mesmo tema, mas numa vertente diferente...

19 de setembro de 2008 às 11:36  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

RMS,

Então sugiro-lhe que o afixe aqui, ou indique link.

19 de setembro de 2008 às 11:38  
Blogger rms said...

Videovigilância - onde acaba o desejo de segurança e começa a filhadaputice
Hoje, por motivos que não interessam agora para aqui, fui ao Norteshopping comprar um ramo de flores.

Duas jovens, simpáticas, atenderam-me na perfeição. Apesar de os ramos serem bastante caros, confesso que não roubei qualquer deles. Mas podia tê-lo feito. Podia, porque a única câmara de vigilância que existe no local aponta, directamente, para a caixa registadora.
Daqui, podemos concluir que o que preocupa o patronato não é quem rouba nas lojas, mas sim os empregados que, não raras vezes, impedem esses mesmos roubos. Têm mais medo dos empregados do que dos clientes, e se isso não é uma filhadaputice, então não sei o que é.

Numa altura em que alguma esquerda descobriu a actualidade dos escritos de Marx e Engels - e a direita zurra pela intervenção do estado como paliativo para o sistema que criaram e que defendem -, por questões macroeconómicas, vem isto provar que também nas questões micro pode avaliar-se uma matéria tão importante como a confiança que um trabalhador tem no seu patrão. E o contrário. Que tipo de relação com o trabalhador pretende este empresário? E, já agora, onde está a pessoa que visiona as imagens? Será como no El Corte Inglès, que o fazem a partir de Espanha?

Já tinha ouvido falar nestes exemplos há mais de três anos, quando, por tarefas que tinha na JCP, visitei - clandestino - vários shoppings do Porto. Mas nunca tinha visto algo tão flagrante. E tão filho da puta.

19 de setembro de 2008 às 14:39  

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