4.3.11

A lei de quem?

Por Alice Vieira

OLHOU
para o écran do telemóvel e voltou a não atender. Ainda estava aborrecida. Farta daquele tom de superioridade com que ele lhe falara. Está bem, não era de grandes leituras, mas não era obrigada a conhecer toda a gente que ele conhecia, ou era? Fez um esforço para recordar o nome que ele tinha dito. Qualquer coisa que soava a “Mârfi” mas que se calhar até nem se devia escrever assim, era bem capaz de levar “ph” pelo meio, ou “y” no fim, estrangeirices. Ele fizera questão de a acompanhar à entrevista, mas já tinham saído atrasados, e depois o trânsito, e o estacionamento impossível, quando entraram onde é que já iam as três horas. A rapariga da recepção suspirou fundo, olhou para o relógio, e disse-lhe que esperasse, que ia ver se conseguia que ela entrasse no fim. (...)

Texto integral [aqui]

1 Comments:

Blogger Bartolomeu said...

Bom, ao começar a ler o texto, até imaginei que a entrevista fosse com o Eddie Murphy, aquele escurinho munta galhofeiro e pensei; mas que raio foi lá fazer o desmancha-prazeres?
Será que isto vai entornar para uma cena de namorado ciumento?
Afinal a coisa compôs-se e a mocinha lá conseguiu o empregozito, só espero que não seja mais um daqueles a curto prazo.
É que, deve ser uma "chatice" ir de três em três meses a uma entrevista, com aquele emplastro a mandar bocas e a citar tipos com nome de actores cómicos americanos que ninguem conhece.

4 de março de 2011 às 16:56  

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