22.10.15

Cavaco Silva e a democracia

Por C. Barroco Esperança 
Quando Cavaco Silva encarregou o ainda primeiro-ministro a “iniciar diligências para procurar uma solução governativa”, antes de ouvir os outros partidos políticos, não se deu conta de que à Constituição sobrepôs os interesses partidários, ao País os seus e à democracia a sua formação política.
 Depois de três democratas sólidos que o precederam foi penoso assistir a uma década em que o Palácio de Belém se transformou no secretariado da Propaganda da Direita.
 Não se lhe exigia cultura, rasgo ou sensibilidade, apenas um módico de isenção que tivesse poupado Portugal à deprimente intriga com as escutas inexistentes, que fizeram de Fernando Lima estafeta e de José Manuel Fernandes serventuário, para desacreditar o PM, à descontrolada explosão de cólera contra a A.R., após a aprovação do Estatuto dos Açores, ou ao rancoroso discurso de vitória da sua reeleição.
 O País esqueceria a vivenda do condomínio do BPN na praia da Coelha, o negócio das ações da SLN, o sorriso das vacas açorianas e outras tropelias ou irrisões.++ Bastava um módico de isenção partidária.
Ponte Europa / Sorumbático

Etiquetas:

2 Comments:

Blogger opjj said...

V-Exª tem alguns países comunistas onde se vive bem, emigre, isto por aqui é um terror.
Um país arruinado pelo PS queria que Passos distribuisse o quê?
Cavaco é bem mais honesto que V.Exª,que não apresenta nada e só quer benesses sem trabalho, pois ele foi a votos e ganhou 5 vezes.
Emigre para Cuba, lá há mais liberdade, que o diga o pintor preso 10 anos por pintar os Castro num porco. Por aqui pode botar abaixo o Cavaco que ele muito mais democrata que V.Exª não o manda prender.

22 de outubro de 2015 às 10:20  
Blogger Leo said...

Falta de isenção, no mínimo, foi a leitura que PS, BE, PCP e PEV fizeram do resultado eleitoral.
Para não falar da sofreguidão do "líder" do PS em chegar ao poleiro. Para tal tudo vale, desonestidade intelectual incluído, não fosse o programa do PS léguas e léguas mais próximo do programa da coligação de direita do que dos programas de esquerda.
A isenção e honestidade fariam com que o acordo fosse à direita e não à esquerda (e mais simples).
O PR fez muito bem em indigitar Passos Coelho, até porque, até agora, o tal acordo de esquerda não passa de propaganda nos media. Deveria o PR indigitar PM o candidato derrotado ou decidir com base num suposto acordo que não está ratificado e do qual ninguém conhece o conteúdo? Não há acordo nenhum e duvido mesmo que saia alguma coisa de jeito, se sair.
O PS que tenha juízo e corra com o Costa e com a corja que o acompanha enquanto é tempo. É que infelizmente nos tempos que correm tempo custa muito dinheiro e esse sai sempre dos mesmos bolsos. Se ao menos fosse para melhorar ou mudar, mas não, é para ficar tudo na mesma, com a agravante de nos poder custar mais dinheiro. Ou não sabem que vivemos numa ditadura global? Atualmente ou se rompe de vez com esta ditadura supranacional em que estamos enterrados até ao pescoço e se assume as consequências (o que esta hipotética coligação de esquerda nunca fará, desenganem-se), ou então mais vale encarrilar diligentemente com o tratado orçamental e tudo e tudo, sob pena de pagarmos todos uma fatura ainda maior.

23 de outubro de 2015 às 02:11  

Publicar um comentário

<< Home