15.5.09

A minha saúde mental

Por Maria Filomena Mónica
HÁ DIAS, UM CONJUNTO de circunstâncias levou-me a pensar que deveria ingressar rapidamente na ordem da Cartuxa, onde, como se sabe, o silêncio é a regra de oiro. Até cheguei a indagar da possibilidade junto de uns amigos que conhecem esta congregação religiosa por dentro, mas eles logo me preveniram que uma das condições, a obediência, se não adequava ao meu temperamento. Perguntar-me-ão o que levou uma ateia como eu a pensar em tal hipótese. A resposta é simples: a poluição sonora crescente das sociedades contemporâneas. (...)
Texto integral [aqui]
NOTA (CMR): este tema do «direito ao sossego» tem sido muito abordado no Sorumbático - v. [aqui], [aqui], [aqui] e [aqui].

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5 Comments:

Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

E o que dizer das televisões, com o som alto, a dar os 'programas da manhã' nas salas de espera dos consultórios?

Há algum tempo, saí de uma sala dessas e fui para uma outra, ao lado, mais sossegada. Estava "outro" desses programas a dar, mas sem som. Pouco depois, uma enfermeira veio, solícita, propondo-se ligá-lo!

15 de maio de 2009 às 17:24  
Blogger R. da Cunha said...

Salvo erro, a Ordem dos Cartuxos é só para homens, pelo que teria que escolher outra opção.

15 de maio de 2009 às 23:44  
Blogger Carlos Medina Ribeiro said...

R. da Cunha

Vale a pena ler «A Cartucha» de Parma», de Stendhal...

16 de maio de 2009 às 10:12  
Blogger R. da Cunha said...

Lido, embora há um par dse anos.
Adenda: Na Cartuxa, a M.F. Mónica perdia o pio.

16 de maio de 2009 às 12:34  
Blogger António Viriato said...

Este problema é muito mais inquietante do que possa parecer ou transparecer da crónica um pouco humorística de M.F.Mónica.

Estamos já na iminência de um autêntico flagelo civilizacional, agravado pela dessensibilização de uma maioria da população indiferente, embrutecida e empedernida pela alienação avassaladora em que caiu.

Nem a Comunicação Social, nem as estruturas educativas, as familiares e as do Estado se mostram conscientes deste horrendo mal.

Quem nos pode acudir, então, se nem as putativas elites se acham sensíveis a semelhante questão ?

Daí que os retiros em Conventos ou em Mosteiros se tornem a breve trecho uma possível solução. Pelo menos durante algum tempo ver-nos-íamos livres da omnipresente ditadura do ruído.

Valeria a pena difundir esta preocupação por entre o maior número possível de pessoas não alienadas ainda capazes de oferecer alguma resistência à progressão deste flagelo do ruído ambiente.

Artigo muito oportuno, a meu ver, demasiado sério para sobre ele se armar qualquer tipo de brincadeira.

Bom início de semana para todos.

17 de maio de 2009 às 23:20  

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