26.9.12

Mais do mesmo no Marquês...

Por Manuel João Ramos 

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25.7.11

COMO ERA A URBANIDADE EM 2011

Por Manuel João Ramos

O QUE EU ESCREVERIA EM 2021, se me pedissem um texto para a MOV (Newsletter da CML):

(Este texto é escrito segundo as regras anteriores ao Acordo Ortográfico, entretanto revogado em 2018).


OS “CARROS” DE 2011

Há cem anos apenas, era comum, das janelas dos prédios, gritar “Água vai!” e lançar para a rua dejectos fecais e resíduos domésticos. O viandantes que se cuidassem e fugissem a tempo do perigo vindo de cima.

Há cinquenta anos, escarrar gosma purulenta para o chão era tão normal como assobiar e atirar dichotes de mau gosto para qualquer mulher ou rapariga que mostrasse mais que dez centímetros de perna nua.

Maravilhemo-nos. Há quinze anos, tornou-se finalmente comum passear o cão ou cadela pelos passeios da urbe com um saco de plástico enfiado no bolso das calças ou simplesmente na mão que segura a trela do bicho.

Maravilhemo-nos mais. Há uns meros dez anos, não era ainda considerado comportamento anti-social guiar pela cidade a velocidades estonteantes, como se fosse uma fatalidade matar quem se atravessava à frente do “carro” (os peões que fugissem do perigo).

Lembram-se dos “carros”, mastodontes de ferro e plástico que pesavam uma tonelada e se moviam a gasolina, aquele entretanto desaparecido líquido mal-cheiroso e poluente, responsável por tantas doenças respiratórias?

É extraordinário olhar para as fotografias das ruas de Lisboa há dez anos. Como é que aceitávamos viver assim? Milhares de carros em filas contínuas, com gente impaciente lá dentro, a ocupar a maior, e melhor parte, do nosso espaço público. Tudo era pensado e construído em função do “carro”. Asfaltámos e cimentámos a cidade, agredimos os nossos idosos e deficientes, proibimos as crianças de usar a cidade, fechámo-las em casa em frente a écrans que as tornaram míopes e imbecilizadas. Que coisa tão estranha, a cidade que tínhamos há dez anos.

Os “carros”, com as suas estradas e toda a sinistralidade que causavam, foram responsáveis por uma parte daquela imensa dívida externa que ainda estamos a pagar, desde que a Troika aterrou na Praça do Comércio (lembram-se? A Troika dos nossos credores – com um nome tão carinhoso, o de uma carruagem com skis puxada por três burros).

Andar a pé em 2011 era um perigo, até porque as pessoas achavam normal – tão normal como cuspir para o chão ou dizer “Água vai!” – estacionar sobre os passeios e obrigar os concidadãos a circular pela “rua”. Havia “passadeiras” (frequentemente ocupadas por “carros” estacionados), para onde éramos encaminhados, porque era preciso – pensávamos nós – manter constante o fluxo automóvel e “disciplinar” os peões. E havia semáforos, e um software primário a que chamávamos Gertrude, que “regulava” centralmente o trânsito automóvel da cidade, isto é, que nos impelia a conduzir os “carros” a velocidades

que – pasme-se – atingiam os 120 km/h.

E depois, para além da Lei permitir toda esta selvajaria, ainda havia quem se considerasse estar acima dela. Houve até um caso, que na altura passou por uma quase normalidade, de um magistrado que chocou contra o “carro” do presidente da Assembleia da República, quando na Av. da Liberdade (sim, na altura também estava asfaltada!) circulava a 130km/h (!!!) sem respeitar os “sinais vermelhos”, a uma hora a que costumávamos chamar “de ponta” (não, não é o que estão a pensar! Chamava-se “de ponta”, porque era quando havia mais “carros” por todo o lado).

Quando conto estas coisas estranhas aos meus filhos e netos, eles não querem acreditar. “Atirar dejectos para a rua? Escarrar para o chão? Guiar a mais de 30 km/h e estacionar no passeio?” Como as coisas da urbanidade mudam ao longo dos tempos.


Manuel João Ramos

Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados / ACA-M

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25.6.11

Novo vídeo promocional de Lisboa(s)

Por Manuel João Ramos:

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28.4.11

Objectivo: 1 milhão

2.8.10

Barómetro ACA-M da Mobilidade em Lisboa

Por Manuel João Ramos

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3.7.10

O Barómetro ACA-M do mês de Julho

Por Manuel João Ramos

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2.6.10

O Barómetro ACA-M do mês de Junho

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24.5.10

CML - O elefante falido

Por Manuel João Ramos

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22.12.09

Votos de um ecológico ano novo para Lisboa

Por Manuel João Ramos:

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28.11.09

Pode o Estado pôr vidas em perigo para salvar o país?

Por Manuel João Ramos

HOJE, duas viaturas oficiais, em óbvia velocidade excessiva - mesmo para viaturas oficiais que atravessam cidades em excesso de velocidade - envolveram-se numa grave e aparatosa colisão com outras viaturas em plena Avenida da Liberdade, no coração de Lisboa.
Estes são, tanto quanto podemos apurar, os factos.

Há anos que, motivada por semelhantes ocorrências, a ACA-M pede ao governo a instalação de tacógrafos nas viaturas oficiais do Estado. E há anos que pedimos ao Ministério da Administração Interna que nos esclareça o âmbito e os limites do conceito de "marcha urgente de interesse público". (...)

Texto integral [aqui]

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29.7.09

VENHA O DIABO E ESCOLHA

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13.5.09

NASCEU UM MOVIMENTO - Zé para o Céu

Por Manuel João Ramos

O novo Movimento Cívico de Apoio à Associação Cívica de Apoio do José Sá Fernandes ao Partido Socialista propõe a beatificação do Zé. A Petição já está em linha, [AQUI].

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1.4.09

Como Barcelona era maçadora em 1908

Por Manuel João Ramos

Contei 6 carros, 22 bicicletas, 8 tróleis, 32 cavalos e 15 carroças.
Os peões eram mais que as mães e por isso não tive paciência para os contar todos.
Fica a pergunta: E nas ruas da Lisboa dessa altura, qual seria a proporção?

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3.3.09

Não nos enxergamos

Por Manuel João Ramos

Paris: a vida em rosa

Lisboa: a vida em espinhos

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27.11.08

Al-Khan-Tarah

Por Manuel João Ramos

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4.11.08

O Peão e a Cidade

Por Manuel João Ramos

CONVITE aos leitores do Sorumbático:

Colóquio Internacional: The Walker and the City - O Peão e a Cidade

Dia 12 de Novembro das 9.45h às 18.00h.

Goethe-Institut Portugal
Campo dos Mártires da Pátria, 37
1169-016 Lisboa

Organizado pela ACA-M, Mestrado em Risco, Trauma e Sociedade - ISCTE, PQN-COST Action 358 e Fundação Friedrich Ebert

Inscrições: Fundação Friedrich Ebert, Tel. 213573375, Fax 213573422, mail: info@feslisbon.org
(...)
Texto integral [aqui]

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11.7.08

Radares de Lisboa: Câmara Desligada

Por Manuel João Ramos

VÁRIOS RADARES FIXOS da cidade de Lisboa estão avariados, e milhares de coimas estão por processar e por cobrar.
A ACA-M acaba de enviar um Requerimento à CML pedindo informação sobre os radares fixos avariados desde há meses na cidade de Lisboa, e sobre as recorrentes falhas de transmissão entre os equipamentos e o posto de comando da Polícia Municipal (ver AQUI).
Acabámos também de enviar à ANSR um requerimento pedindo informação sobre o número de coimas que ficaram por processar e por cobrar em 2007 e 2008, relativamente a infracções por excesso de velocidade detectadas pelos radares da CML - isto é, por aqueles que ainda funcionam (ver AQUI).
Num acto de demagógica propaganda, a CML anunciou ontem que os "21 radares em Lisboa registaram 80.307 excessos de velocidade no primeiro semestre deste ano, o que traduz uma diminuição de 69,3 por cento face às 261.770 ocorrências registadas no segundo semestre de 2007".
Mas tal não significa que os radares sejam um efectivo indutor de redução de velocidade. Significam sobretudo que o sistema está - voluntária ou involuntariamente - a funcionar mal. Há cada vez mais condutores a não ligarem aos radares, e a CML não tem contrato de manutenção com a empresa que os montou - o que resulta em que as reparações são demasiado onerosas e, porque feitas avulsamente, tardam a ser efectuadas.
Bastou um ano para que a CML conseguisse descredibilizar o sistema que tinha montado. É perigoso para os utentes e é um atentado aos contribuintes.
Mas a presente vereação da mobilidade da CML não se limitou a descredibilizar o sistema de radares. Não querendo assumir a política de segurança rodoviária da vereação anterior, tem demonstrado uma preocupante incapacidade para executar as medidas aprovadas pelo executivo e/ou anunciadas pela vereação:
- não sabe o que fazer aos radares e por isso criou uma comissão que não funciona e nada decide;
- não concretizou a medida das zonas trinta, vinda da vereação anterior;
- desfez algumas das alterações dos semáforos que beneficiavam o peão - nas Av. República e Av. Liberdade;
- não cumpriu a promessa de melhorar a segurança na 2ª Circular;
- não cumpriu a promessa de resolver até Maio deste ano os vinte pontos negros que identificou;
- não cumpriu a promessa de repintar todas as passadeiras junto das escolas;
- a medida da tolerância zero ao estacionamento em segunda fila não teve consequência; após duas ou três semanas de fiscalização em Setembro/Outubro, está hoje suspensa;
- não procedeu à expansão da rede de faixas BUS;
- não concretizou praticamente nenhuma das medidas que o executivo camarário aprovou desde Agosto de 2007.

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25.6.08

Rossio 2020

(Clicar na imagem para visualisar melhor)
HÁ UM ANO, EXACTAMENTE, publiquei este desenho no Diário de Notícias. Quase ninguém quis perceber a mensagem.
Será que hoje, com o petróleo 30% mais caro, a minha visão do Rossio em 2020 já parece menos fantasista?

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