31.8.09

Passatempo-relâmpago de 31 Ago 09

O GOOGLE MAPS, com a sua nova funcionalidade Street View, permite que se peça para apagar algumas imagens mais embaraçosas.
O desafio que [aqui] se coloca aos leitores está relacionado com um caso desses...

O Fim do Segredo Bancário

J.L. Saldanha Sanches

O SEGREDO BANCÁRIO” […] ”desde sempre esteve institucionalmente presente na actividade deste sector económico, como factor e garantia do funcionamento eficiente do sistema”.

Estas doutas opiniões do nosso Tribunal Constitucional já tinham uma conotação cómica quando foram proferidas em 2007 pelo que revelavam de absoluto desconhecimento da matéria: são de um cómico irresistível hoje, quando o maior banco suíço cede às injunções de um juiz norte-americano para revelar à administração fiscal quem são os cidadãos americanos que lá têm contas e aumenta a lista dos paraísos que cedem as pressões da OCDE para se tornarem colaborantes. (...)

Texto integral [aqui]

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Do blogue-arquivo Humor Antigo - Ano de 1936

Dito & Feito

Por José António Lima

ALERTANDO SÓCRATES e o PS para as desgraças políticas que podem estar perto de bater-lhes à porta, Mário Soares veio avisar esta semana que «os resultados das próximas eleições não são nada fáceis de prever», abrindo caminho ao cenário de uma derrota socialista. E aproveitou para chamar a atenção sobre o balanço negro de quatro anos e meio de Governo PS: «A generalidade das pessoas está descontente e insegura quanto ao seu futuro próximo», o que prenuncia um voto muito volátil e facilmente transferível para outras forças políticas.


José Sócrates não precisava deste aviso à navegação dado por Soares. Ficou a perceber tudo isso na noite do desastre eleitoral socialista (e pessoal) das europeias de 7 de Junho. E sabe, por outro lado, que mais do que Oposições ganharem as eleições são os Governos que as perdem. (...)

Texto integral [aqui]

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Lisboa - Largo de Martim Moniz - hoje
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TERMINA às 20h de amanhã, dia 1 Set 09, o passatempo que pretende premiar o(s) autor(es) do(s) melhor(es) texto(s) que aborde(m) o tema dos sem-abrigo - ver [aqui].

A semente

Por Joaquim Letria

CONHECI EDWARD KENNEDY durante um pequeno-almoço no “Expresso” para o qual o Dr. Francisco Balsemão me convidou em 1975, a par de outros directores de jornais daquela época. Anos depois viria a reencontrar o senador em Washington e vê-lo-ia pela última vez não há muito tempo, num derradeiro encontro na biblioteca J.F.K. em Boston, lugar que ele muito apreciava e fez questão de me mostrar.

Numa fase em que para Portugal se advogavam diversos modelos políticos, desde o capitalismo de Estado soviético ou chinês à democracia representativa, passando pelo Eurocomunismo e pela jugoslava Auto Gestão, Ted Kennedy deu uma importante ajuda de influência a Frank Carlucci e ajudou a minar a linha dura de Henry Kissinger que, alegadamente, defenderia soluções drásticas para Portugal, linha essa a que também o Dr. Balsemão e os democratas originários da Ala Liberal da Acção Nacional Popular patrioticamente se opunham.

Interessante como anos depois Edward Kennedy fez em Washington o rescaldo desse curioso pequeno almoço na Rua Duques de Palmela e, como no nosso último encontro, o senador ainda não descortinava a razão de Portugal não organizar aquilo que poderia ser a nossa poderosa comunidade imigrante nos Estados Unidos. Não era por acaso que Ted Kennedy tanto se apoiava nos portugueses do Massasshussets e em Edmond Deniz…

Não chegou onde John chegou nem tentou o que Robert tentou. Morreu na cama, com extrema-unção, deixando a semente que a América verá renascer.

«24 horas» de 31 de Agosto de 2009

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Vista cansada

Por A. M. Galopim de Carvalho

HIPERMETROPIA, como se diz no jargão médico, tão ao gosto dos profissionais, sempre foi para a grande maioria do povo “vista cansada”. É aquela perda progressiva de visão ao perto que a grande maioria começa a dar-se conta por volta dos 40 a 50 anos de idade. É o franzir dos olhos ou o afastar das páginas do jornal quando se deseja ler as letras mais miudinhas, é o enfiar, a tacto, a linha no orifício da agulha. Com o uso e o passar dos anos, a vista cansou-se. Felizmente que há lentes que fazem aquilo que os nossos olhos já não conseguem fazer e que é focar a imagem na retina.

Nos anos da minha meninice e adolescência, a par dos dois oftalmologistas da cidade de Évora, com consultório aberto a uma clientela mais endinheirada, ainda persistiam os oculistas ambulantes que percorriam o país, de feira em feira. (...)

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O novo “Atlas de Portugal”

Por António Barreto

(...) Não me compete, ou antes, não tenho competência para me referir, com pormenor e rigor, aos caminhos da Geografia. Nem aos da Cartografia. São minhas companheiras, ajudam-me e até são objecto de fruição estética, o que é raro em disciplinas académicas. Mas não as conheço o suficiente para sobre elas discorrer. Sinto, todavia, que uma evolução tem marcado a disciplina nestas últimas décadas. Evolução essa que me sugere três observações. Duas gratificantes e uma dolorosa. Começo pela última.

Os actuais e recentes rumos que tem seguido a evolução do sistema de ensino português, nos níveis básico e secundário, não são muito faustosos para a Geografia. (...)

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30.8.09

FOI ACTUALIZADO o blogue Arroz Doce, de Joaquim Letria, com as crónicas «Faca na Liga» (do "24 horas") e «Outro Adeus a Solnado» (do "Mais Cascais").

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A fúria casamenteira

Por Helena Matos

«Queremos que seja possível viver em união de facto sem que se perca qualquer direito social. Por isso, garanto que também neste domínio evoluiremos”, declarou José Sócrates na intervenção de encerramento do comício de “rentrèe” política do PS, na Praia de Santa Cruz, concelho de Torres Vedras. (…) “Quero que saibam que nós não deixaremos de lutar pelos direitos sociais de todos os que escolheram livremente viver em união de facto. Não foi possível aprovar essa lei nesta legislatura, mas aprová-la-emos na próxima se ganharmos as eleições“, afirmou»

A) Que «direito social» se perde por se viver em união de facto?

B) O velho chavão da evolução aplicado a esta matéria torna-se grotesco. O que é evoluir nesta matéria? É casar toda a gente mesmo contra sua vontade?

C) “nós não deixaremos de lutar pelos direitos sociais de todos os que escolheram livremente viver em união de facto” – como os homossexuais e os polígamos não escolhem viver em união de facto (pois como não se podem casar não podem escolher), restam as uniões entre um homem e uma mulher. Mas esses podem casar-se. Logo, se escolheram livremente viver em união de facto, é porque muito simplesmente não se pretendem casar e não querem assumir nem os direitos nem os deveres inerentes ao casamento. Donde cabe perguntar que luta é esta? A quem se destina? Onde estão esses unidos de facto dos quais o PS se quer fazer paladino?

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E se forem arrumados por cores?


APOSTO que o motociclo que se vê à esquerda é mais vigiado pela Polícia Municipal do que todos os outros que, estacionados no meio dos passeios, dificultam a circulação de peões.
Mas quem sabe se a aversão a usar os parques próprios não estará relacionada com a cor do pavimento?
Do blogue-arquivo Humor Antigo - Ano de 1936

Os Amigos

Por Alice Vieira

PERDI QUATRO amigos neste mês de Agosto.

A minha cabeça e o meu coração andaram entre Lisboa e o Porto, tentando dar a cada um o pouco de mim que em vida, nalguns casos, não tive tempo de lhes dar: vamos sempre acreditando que os nossos amigos são eternos e, quando descobrimos que não são, já é tarde.

Com uma virose que teima em não me largar, e o trabalho atrasadíssimo, facilmente se compreende que este Agosto esteja a ser muito difícil de aguentar. (...)

Texto integral [aqui]

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Fogos na Califórnia - Passatempo-relâmpago

ESTÃO A SER notícia, mais uma vez, os fogos florestais na Califórnia, onde frequentemente atingirem proporções apocalípticas. A imagem que aqui se vê, tirada de um livro de ficção centrada nessas catástrofes, é um bom pretexto para um passatempo-relâmpago que terminará, o mais tardar, às 20h de 31 de Agosto, segunda-feira.

A pergunta é: em que página desse livro se pode ler: «(...) o fogo estava a consumir o Paradise Country Park. Onde é que já tinha visto isso?»?

O regulamento é o habitual, sendo o prémio, para quem der a resposta mais correcta, um exemplar da referida obra - cujo título, desta vez, não se revela.

Actualização (19h28m): a solução pode ser vista [aqui]. O leitor que deu a resposta exacta tem agora 24h para escrever para sorumbatico@iol.pt indicando morada para envio do livro.

29.8.09

Já que falámos de motociclos, aqui fica uma imagem insólita

No Reino do Absurdo - Passatempo com prémio

ESTE PARQUE para motociclos, existente na Praça do Areeiro, em Lisboa, tem uma particularidade que o faz entrar directamente na galeria de absurdos. Alguém sabe qual é?

O primeiro leitor que der a resposta certa receberá um exemplar do livro O Mistério dos Bonbons Envenenados (de Anthony Berkeley) - um título que, como sempre, não foi escolhido por acaso...

Actualização: A resposta certa foi dada às 20h46m, como se pode ver [aqui].

A felicidade total – ou quase

Por Antunes Ferreira

OS PORTUGUESES VÃO, FINALMENTE, ser todos – ou quase todos – muito felizes, depois do PPD/PSD e quiçá o CDS-PP chegarem ao poder, ou seja após terem vencido as legislativas que se aproximam a passos largos. Mais precisamente: elas já estão aí, ao virar da esquina, faltam umas cinco semanitas, mais coisa, menos coisa, para o 27 de Setembro.

Acabará, então, a maldita crise – é o que se pode (pelo menos eu posso) inferir das declarações programáticas dos dois partidos da Direita. Não concordam comigo? Têm todos o direito de discordar. Na vigência da Liberdade e da Democracia, é assim. Ainda que alguns queiram que não. Mas, podem-no fazer, diria até devem-no fazer. Com as necessárias justificações? Nada disso. O livre alvedrio supõe a responsabilidade. É, tão-só, a minha opinião, sublinho. (...)

Texto integral [aqui]

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28.8.09

Apontamentos de Lisboa

QUANDO, hoje de manhã, este sem-abrigo acordou, deu por si com uma quantidade de turistas a olharem para ele...
Quem sabe onde se passou a cena?

A quem der a resposta certa, será oferecido, como prémio, um livro policial (que não foi reclamado pelo vencedor de um passatempo recente).

Actualização (18h24m): a resposta certa já foi dada, como se pode ver [aqui].

Se alguém quiser comentar esta chaga social, poder-se-á fazer uma 2ª fase do passatempo. Pelo menos, já se arranjou um voluntário para as funções de júri, que é sempre a parte mais difícil...

Actualização (2 Set 09 / 13h40m): dado que só houve 3 participações na 2ª fase, e todas boas, o Sorumbático resolveu premiar Dana_Treller, Nunormg e Paulo, deixando para mais tarde a decisão do seu ordenamento. Os 3 têm, agora, 24h para escreverem para sorumbatico@iol.pt indicando 2 ou 3 livros (por ordem decrescente de preferência) de entre os indicados [aqui].

Na terra das Leis-da-Treta


ESTAS duas fotografias foram tiradas esta manhã, com poucos segundos de intervalo - até porque os locais distam poucos metros entre si.

A de baixo corresponde ao 'Local B' dos Prémios António Costa, instituídos em Abril de 2008 e nunca reclamados - ver [aqui].
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Já agora, aqui fica uma nota de humor (aproveitando um comentário de um leitor, num outro blogue onde divulguei estas imagens):
Repare-se no canto inferior esquerdo da foto de baixo: se querem verdadeiras mudanças, não vale a pena votarem em Costa ou em Santana - só têm de ligar para o número de TM lá indicado!

Bandeiras e bandeirolas

Por Joaquim Letria

PARECE TEREM ANDADO a divertir-se por aí com uma certa guerra de bandeiras. Pois se acham que são muitos originais, estão enganados. Em Espanha é pior! Querem ver?

A Autoridade da Catalunha é a favor da bandeira independentista e contra a republicana. Mas integra o conselheiro Amigó, que é pró - republicano e anti - independentista. Quem se lixou com estes prós e contras foram as festas da Grácia, cenário dum incidente que a Esquerda Unida classificou de “lamentável”.
Lamentável para a Esquerda Unida é o Partido Socialista da Catalunha (PSC) usar a bandeira republicana em certas cerimónias, enquanto o PP é contra o uso de bandeiras não constitucionais e desfavorável a faltas de respeito para com a bandeira de Espanha.

Quando todos andavam nestas rosnadelas e dentadas saiu-lhes ao caminho a Entidade Regional da Catalunha (ERC), a acusar socialistas e populares de “ocultarem a simbologia catalã e desprestigiá-la!”, o que mereceu da Esquerda Unida a declaração de que “não apoiava a simbologia soberanista”. Ora tomem!

Na Catalunha isto é complicado, mas muito divertido. Por supuesto!

«24 horas» de 28 de Agosto de 2009

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Apontamentos de Lisboa

Esta manhã, na Rua do Ouro, em Lisboa

ESTA carrinha de transporte de valores parece estar ao serviço do BPN e, salvo melhor opinião, está em contravenção ao Código da Estrada...
Mas, e se ambas as suposições são certas,
qual será o problema de pagar uma coima - ainda por cima pouco provável - de alguns euros, para quem tem 'problemas' de largos milhões?

Futebol e Nacionalismo

Por Maria Filomena Mónica

HÁ COISAS QUE SÓ A MIM acontecem. Este ano [2008] deliberei tirar férias ibéricas, a começar no dia 30 de Junho, jamais me tendo passado pela cabeça que os espanhóis pudessem vir a ganhar o campeonato europeu de futebol. Ora, como toda a gente sabe, foi isso que aconteceu. O hotel que tinha marcado ficava junto da Plaza Cólon, pelo que fui forçada a competir com os heróis do dia a fim de entrar na Calle Serrano. Evidentemente, perdi. Sem alternativa, fiquei entre os 400.000 castelhanos, bascos, catalães, galegos e andaluzes vibrando em uníssono. Pelos vistos, a nação espanhola ainda existe. Num cartaz à minha frente, pedia-se à presidente da câmara de Mostoles que atribuísse «el nombre de la madre que parió a Iker Casillas» (o guarda redes da selecção) a uma rua local: não a ele, note-se, mas à mãe. Apesar de não conhecer bem o que se passa nos esconderijos da alma lusa, conclui que os espanhóis pertenciam a uma raça diferente. (...)

Texto integral [aqui]

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27.8.09

Passatempo-relâmpago de 28 Ago 09

TODA A GENTE conhece os versos «Ó lua, que vais tão alta / Redonda como um tamanco/ etc». Dentro da mesma linha do disparate, há também: «Da minha janela à tua / Vão dois passos de distância / Cuidado, não escorregues / Nessa casca de melância» - a que nunca achei muita graça... até me deparar com este anúncio!

Pergunta-se: a que cadeia de supermercados pertence a loja que anuncia este produto?

As respostas só poderão ser dadas a partir de uma hora-surpresa.
O prémio (escolhido devido a uma perversa associação de ideias...), é um exemplar do livro Aeroporto de Macau, cuja capa pode ser vista [aqui].

Actualização (11h05m): a resposta certa já foi dada, como se pode ver [aqui].

NOTA: Ainda pensei em fazer uma 2ª fase (perguntando «qual a possível relação entre 'melância' e o assunto do livro-prémio?»), mas depois achei que seria uma ofensa à inteligência dos leitores. Assim, e por agora, ficamos por aqui.

ACABO de desafiar alguns leitores do blogue «O Carmo e a Trindade» a aceitarem apostas que podem envolver verbas muito avultadas.
As transacções serão em dinheiro-vivo,
isentas de impostos, e terão lugar em parques de estacionamento - como manda o figurino. Ver pormenores [aqui].

Maria Luísa

Por Joaquim Letria

HÁ MAIS DE 50 ANOS que deixei de ir à praia da Maria Luísa. Fui lá sempre por mar, pois aquela beleza única do litoral europeu, que recordo com muita saudade, não tinha acessos por terra. A praia chama-se ainda Maria Luísa por o pai desta senhora da família Pereira lhe ter dado o seu nome, em homenagem à filha estremecida. Nunca suspeitou ele que deixaria ligado o nome da sua menina a uma tragédia como a que ali ocorreu há dias.

Navegar até à Maria Luísa e aí fazer diversas pernoitas era um presente único para o miúdo que então eu era. Na praia da Maria Luísa, a escorregar pela falésia, havia o arraial da armação montada ao largo. O arraial era composto por meia dúzia de casinhas onde se abrigavam outros tantos pescadores e suas famílias, enquanto durasse a campanha no mar, animada por grandes cardumes de atum que cruzavam a costa, seguindo as correntes quentes e originando as ímpares touradas do mar que tanto animavam as vidas daqueles que viviam da rotina do levantar das redes.

Todos garantiam: ali, construir, nunca! A falésia só para ver afastada. Carros, só perto da estrada. E havia assim a certeza da praia Maria Luísa ser preservada pelos anos fora, de maneira muito diferente do que ali fizeram, indiferentes às consequências que sempre houve quem previsse.

«24 horas» de 27 de Agosto de 2009

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Luz - LXXI

Fotografias de António Barreto - APPh

Outro plano do espelho de água do rio Douro

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RECORDA-SE que termina às 20h de hoje o passatempo relacionado com os fogos florestais em Portugal - ver [aqui].
NOTA: em homenagem a uma famosa jovem, entretanto referida num comentário, foi criado um prémio adicional: um exemplar do livro Juventude, de Joseph Conrad (
a juntar, portanto, a O Incêndio e a Os Incendiários da Floresta).

Actualização (28 Ago 09/10h49m): já está afixado o resultado do passatempo.

O veto e o voto de Cavaco

Por C. Barroco Esperança

O VETO DO PR À LEI das uniões de facto é o voto pio de quem foi presidente da comissão de honra para a canonização de Nuno Álvares Pereira, de quem acredita que um herói se transforma em colírio para curar o olho esquerdo de D. Guilhermina de Jesus, queimado com óleo de fritar peixe, por intercessão de um guerreiro medieval.
Há argumentos contra a lei das uniões de facto – e referiu-os –, mas não é aceitável a desculpa da oportunidade – e usou-a –, como se coubesse ao PR alterar o período em que se pode legislar.

Se Guterres, com outra dimensão cívica, não foi capaz de resistir aos amigos do peito e da hóstia, na questão do aborto, por que motivo seria capaz este PR, ressentido com a dispensa do pio Conselheiro João Lobo Antunes de uma escusada comissão Ética, de desistir do veto a uma lei que os padres condenam e a Esquerda defende? (...)

Texto integral [aqui]

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26.8.09

Passatempo-relâmpago de 27 Ago 09

Lisboa - Praça da Figueira
A FOTO que aqui se vê foi tirada de manhã cedo, há um par de dias, e mostra aquilo que toda a gente sabe que existe: um refúgio de um sem-abrigo, por cima das grades dos subterrâneos aquecidos. Quanto ao texto, é da autoria de alguém muito conhecido.

O desafio que, a propósito destas situações, se coloca aos leitores do Sorumbático processar-se-á em duas fases: na primeira, trata-se apenas de identificar o nome da cidade que se ocultou com um rectângulo. Na segunda, será preciso indicar o autor do texto.
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Os prémios serão: um exemplar de O Retrato (de N. Gógol) e outro de A Voz Subterrânea (de F. Dostoiévski). As respostas só serão possíveis a partir de uma hora-surpresa. Pede-se a quem vencer a 1ª fase que se abstenha de responder à 2ª questão.

Actualização-1 (11h20m): a 1ª fase terminou - ver [aqui].
Actualização-2 (11h44m): a 2ª fase terminou com a resposta das 11h39m.

O novo paradigma

Por Joaquim Letria

ESTIVE COM UM AMIGO que acabou de regressar do Afeganistão. Esteve lá para as eleições e vem muito chocado, por um lado, e muito surpreendido, por outro.

Muito chocado porque nunca vira maior fraude eleitoral na sua vida, e já viu muitas por este mundo fora. Mas no Afeganistão viu “eleitores munidos de vários cartões de eleitor a votar por si e pelas mulheres, adolescentes e outros menores a votarem sem controle, boletins queimados e urnas cheias de boletins falsos, homens armados a guardarem urnas e a mandarem os votantes embora, diversos eleitores com os indicadores cortados por estarem manchados de tinta, a comissão eleitoral afegã a favorecer descaradamente o presidente Hamid Karzai.

Muito surpreendido, porque Obama diz que estas eleições foram “um importante passo em frente” e porque os observadores pagos pela União Europeia e enviados para lá pela tropa fandanga do Durão Barroso consideraram estas eleições afegãs “em geral boas e justas”.

Vocês ponham-se a pau, senão em Portugal até os mortos votam, que o paradigma destes vossos novos democratas está a mudar a grande velocidade!

Não foi nada que eu já não me lembrasse, mas cá temos a garantia do Dr. Magalhães!

«24 horas» de 26 de Agosto de 2009

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Passatempo-relâmpago de 26 Ago 09

HÁ UNS ANOS - não muitos -, estava um senhor, pacatamente, a apanhar sol na praia do Magoito, quando levou com um pedregulho de 40kg em cima, caído da falésia.
Ora, e enquanto a ambulância ainda o levava a caminho das urgências, uma equipa de reportagem de televisão chegou ao local e constatou duas coisas: primeiro, que o "acidente" sucedera numa zona bem assinalada com "Perigo de derrocada"; depois, que já havia outros banhistas - exactamente - no mesmo sítio!
Perplexo, o repórter entrevistou-os, e ficámos a saber que os novos candidatos a ir para o hospital estavam perfeitamente a par do que tinha acontecido pouco antes... mas aqui está-se bem, e não há-de acontecer nada.
E já não me recordaria disso se não se tivesse dado, há dias, o drama na praia Maria Luísa, embora os contornos da responsabilidade pelo sucedido possam ser diferentes - o que, como se sabe, está em averiguações.
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Embora tratando-se de um caso muito triste, não parece que isso impeça que se atribua um exemplar do livro cuja capa aqui se vê a quem primeiro indicar o título e nome do autor.

Actualização (14h10m): a dupla-resposta certa já foi dada, como se pode ver [aqui].

A cega teimosia do dr. Cavaco

Por Baptista-Bastos

As eleições estão à porta. O dr. Cavaco é o Presidente de alguns portugueses - e não, definitivamente, de todos.
QUEREMOS MESMO mudar as coisas? Queremos mesmo alterar os factores políticos que nos dominam? O social fornece o cenário, e o cenário é fixo; quero dizer: os códigos sociológicos indicam que somos extremamente conservadores, tementes a qualquer reportório que suscite a apreensão de perdermos os nossos protótipos electivos. Secularmente inculcados pela Igreja. O recente veto do dr. Cavaco à lei das uniões de facto é disso exemplo. Mas não deixa de constituir um absurdo, porque as "explicações" de Belém, aludindo aos "valores", alimentam múltiplas incertezas. (...)

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25.8.09


UM DIA DESTES, uma senhora inglesa, que anda a aprender português, deu-me conta de algumas dificuldades relacionadas com as palavras muito/muita/muitos/muitos.
A questão que ela colocava era: sendo a palavra 'muito' masculino do singular, porque é que se diz, p. ex., muito bonitas? Não há, aí, uma falta de concordância?

Mas rapidamente se esclareceu que há o muito como pronome indefinido, como adjectivo e como advérbio - com os diferentes significados que, em inglês, têm o many e o very.

Um exemplo disso está nestas imagens: many smart (na de cima) e very smart (na de baixo).

Passatempo-relâmpago de 25 Ago 09

UM DESTES dois livros (à escolha) será atribuído ao primeiro leitor que responder correctamente à pergunta que adiante se faz mas - atenção! - a uma hora tal que a soma dos 4 algarismos hora : minuto dê noves-fora-nada.
Lá vai, então:
Nos últimos dias, a vida política lusitana tem sido agitada por um determinado acontecimento. Se o assunto tivesse pés e cabeça, ainda valia a pena fazer um passatempo mais demorado com ele - atribuindo estes livros como prémio-a-propósito ao autor do melhor comentário. Como não é o caso, ficamo-nos por um passatempo-relâmpago.
Pergunta: de que acontecimento se trata?

Actualização: o passatempo terminou com a resposta das 12h24m.

O tártaro

Por Joaquim Letria

ONTEM REFERI-VOS AQUI Jean Larteguy. Hoje, deixem-me falar-vos de Constantin Melnik que publicou em Moscovo “Os Espiões, realidades e fantasmas”.Os jovens deviam aproveitar o tempo para conhecerem este homem fascinante e outras figuras interessantes que infelizmente têm pouco a ver com as figuras que povoam a realidade de hoje.

Conselheiro de Miguel Debré nos anos 50 e 60, patrão da espionagem e da contra-espionagem francesa durante a guerra da Argélia, dos conflitos africanos e da Indochina, Constantin Melnik tomou polémicas decisões quanto a acções clandestinas, tornando, por vezes, muito conturbada a idade de ouro dos serviços secretos.

Nem todas as acções foram nobres ou de inteira justeza. Até ao “Affaire Ben Barka”, os serviços de espionagem franceses eram respeitados. Depois, nem por isso, compreensivelmente. Oriundo duma família nobre de russos brancos, Melnik mereceu a alcunha que o jornal “Canard Enchainé” lhe pôs: “O SDECE Tártaro” e que lhe ficou para o resto da vida.

Melnik é hoje escutado, com o maior interesse, em Moscovo e Londres, onde espiões, jornalistas, políticos e historiadores lutam pelas suas confidências. Talvez por isso lançou em Moscovo o seu último livro este SDECE (Serviço de Documentação Exterior e Contra Espionagem) Tártaro, que se chegar a Novembro completará 82 anos de idade.

«24 horas» de 25 de Agosto de 2009

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Embustes marcianos

Por Nuno Crato

DESDE QUE, em 27 de Agosto de 2003, Marte se aproximou espectacularmente do nosso planeta, que a imaginação de alguns internautas se inflamou com as notícias. Repescando e exagerando as informações que na altura circularam, todos os anos têm surgido de novo na Internet mensagens chamando apelando à observação dos céus na noite de 27 de Agosto. Este ano, ou porque o Verão tem estado menos quente, ou porque as notícias da política ou do futebol são menos animadoras, as mensagens surgem com redobrado vigor e muitos amigos me têm escrito, perguntando se é verdade que Marte vai aparecer tão grande como a Lua, como se diz nessas notícias.

Tomando como amostra os meus amigos, que prezo como pessoas sensatas — bem… quase todos! —, imagino que muitos curiosos haverá que estejam crédulos nessas notícias fantasiosas. (...)

Texto integral [aqui]

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24.8.09

Blogue-arquivo Humor Antigo
Ano de 1936

O centurião

Por Joaquim Letria

JEAN LARTÉGUY ofereceu os seus arquivos ao Serviço Histórico da Defesa da França e Hervé Morin, o ministro da Defesa, agradeceu-lhe “esta doação que permitirá reviver a História da França a partir da II Guerra Mundial, particularmente toda a complexidade da Guerra Fria.”

Conheci Lartéguy nos anos 60, quando Lisboa em geral e a Avenida da Torre de Belém, em particular, fervilhavam de intensa actividade com a guerra do Biafra. Desde 1946 que Larteguy, capitão na reserva depois de ter sido ferido na batalha de Crévecoeur, integrado no batalhão francês da Coreia, escrevia reportagens de guerra.

Falámos muito da nossa guerra colonial. E ela havia de nos aproximar. Jean escreveu 60 livros, romances, peças de teatro, ensaios. Os seus escritos mais importantes são “Relatos de Guerra” e uma narrativa apaixonante que viria a ser adaptada ao cinema, com sucesso mundial.

”Os Centuriões”, dedicados à guerra de Argélia, venderiam mais dum milhão de exemplares e dariam um filme com Cláudia Cardinale, Michéle Morgan, Alain Delon e Anthony Quinn.

Jean Lartéguy fez agora 87 anos e é pensionista, vivendo internado nos Invalides, um lar nos Champs Elysées. Tal como Portugal trata aqueles que por ele lutaram…

«24 horas» de 24 de Agosto de 2009

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Incêndios Florestais - Passatempo com Prémio

RECENTEMENTE, uma notícia dava-nos conta de que desconhecidos haviam alterado dados sobre as áreas ardidas em Portugal. O desmentido não tardou, e até pudemos ouvir um responsável a declarar, na TV, que há quem faça os contróis (sic) dos dados inseridos - pelo que, pelo menos por aí e no que toca à qualidade do serviço, podemos estar sossegados.
O certo é que os incêndios (e a forma como são - ou não - combatidos) têm uma componente política bastante acentuada, porque envolvem aspectos que vão do Ambiente à Justiça, passando pelo Ordenamento do Território, pela Agricultura e pela Segurança; e estando à porta duas importantes eleições, é de esperar tudo e mais alguma coisa no que toca à gestão político-partidária de tão 'escaldante' tema.
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Como já se percebeu, os leitores do Sorumbático são desafiados a pronunciarem-se sobre este assunto até às 20h do próximo dia 27, quinta-feira. O autor do melhor comentário poderá, depois, escolher um dos dois livros que se vêem [aqui], cabendo o outro ao 2.º classificado.
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Actualização (28 Ago 09 / 10h45m): foi decidido passar o número de prémios de 3 para 5, tendo o júri atribuído a seguinte classificação: 1.º Sísifo; 2.º AM; 3.º e 4.º (ex-aequo) Dana e Nunormg; 5.º Capitão.
Todos têm agora 24h para escrever para sorumbatico@iol.pt, indicando morada para envio dos livros, que serão atribuídos assim:
Sísifo deverá indicar qual dos livros prefere (O Incêndio, Os Incendiàrios da Floresta ou O Retrato); AM devrá indicar, desses mesmos livros, dois (por ordem decrescente de preferência); Dana e Nunormg deverão indicar, desses mesmos livros, três (por ordem decrescente de preferência); Capitão receberá um, mas surpresa.
FOI ACTUALIZADO o blogue Arroz Doce, de Joaquim Letria, com a crónica "Faca na Liga", de ontem.

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Dito & Feito

Por José António Lima

MOITA FLORES ganhou, em 2005, a presidência da Câmara de Santarém como independente apoiado pelo PSD e volta, em 11 de Outubro, a candidatar-se numa lista do partido. Um partido que, descobriu agora, «não é o PSD que me convidou e com o qual tenho trabalhado», devido às exclusões levadas a cabo por Manuela Ferreira Leite nas listas para deputados de «grandes quadros, de gente importantíssima para o futuro» e, em particular, ao afastamento de Miguel Relvas de cabeça-de-lista em Santarém, lugar oferecido a Pacheco Pereira, ao lado do qual Moita Flores diz que não fará campanha.

O recandidato a Santarém descobriu tudo isto e, também, que falta rigor ético nas listas do PSD devido à inclusão de António Preto: «A procura de rigor às vezes dói, mas ser rigoroso é fundamental», sentencia. Ora, Moita Flores fez todas estas descobertas ainda a tempo de se desvincular da lista e do apoio do PSD, constituindo uma lista de independentes. (...)

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Nada se cria...

Por A. M. Galopim de Carvalho

Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, arrazoado que, ainda meninos, aprendemos e recitámos de cor, é a expressão filosófica da conhecida lei da conservação de massa, formulada pelo grande químico francês Antoine Lavoisier (1743-94), guilhotinado na voragem da Revolução Francesa.
Este mesmo princípio regulador das reacções químicas aplica-se também, como não podia deixar de ser, às rochas. Com efeito, as rochas não se criam a partir do nada. São sempre o produto de uma transformação a partir de outros materiais, que tanto podem ser outras rochas preexistentes, como detritos minerais (sedimentos), ou substâncias químicas dissolvidas nas águas como, ainda, restos esqueléticos (conchas, carapaças, etc.) de seres vivos. (...)

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23.8.09

Passatempo-relâmpago de 23 Ago 09

A IDEIA inicial era afixar o trailer de um determinado filme (que está actualmente em exibição), pedir comentários acerca dele, e premiar o que parecesse melhor. Para isso, procurou-se, entre os livros disponíveis, um que estivesse relacionado com a época que o filme documenta - e encontrou-se este. A pergunta é: de que filme se trata?
Como a resposta é simples, ela só será possível a partir de um determinado momento-surpresa. O prémio, naturalmente, será um exemplar do livro cuja capa aqui se mostra.
Actualização: a resposta certa já foi dada, como se pode ver [aqui].

Do livro e da leitura

Por António Barreto

QUANDO OS ORGANIZADORES deste congresso (*) me convidaram a participar, a minha resposta foi rápida e afirmativa. Além da personalidade dos editores em causa, a palavra “livro” bastava. Só mais tarde, depois de os ouvir e de ver o programa de trabalhos, tive uma sensação estranha, confirmada, aliás, por artigos publicados em jornais e nos quais se fazia uma espécie de radiografia económica de um moribundo: o sector do livro. A estranha sensação resume-se em poucas palavras: será que vamos festejar um animal em vias de extinção? Será que o livro, o editor, o livreiro, para não dizer o escritor, cabem nessa designação? Não seria surpresa total, neste mundo em que as catástrofes se sucedem, da camada de ozono às pegadas de dinossauro, das espécies vegetais ameaçadas pelas auto-estradas às gravuras paleolíticas ou ao simples artesanato.

Depressa me convenci que a sensação era passageira. O livro veio, há muito, para ficar. E nada o retirará da nossa vida em comum. Vivemos, isso sim, uma transição difícil, na qual as reconversões são penosas e as mortes inevitáveis. Não só os editores e os livreiros terão de mudar, mas também os escritores e os leitores. Quer dizer, é o livro que está em mudança. E mudará tanto melhor, quanto soubermos fazer o novo e guardar o essencial. (...)

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22.8.09

ESTA FOTO está a ser usada para um passatempo com prémio a decorrer no blogue «O Carmo e a Trindade» - ver [aqui].

«A asfixia democrática» segundo o BE

Por Antunes Ferreira

LEIO O PÚBLICO e fico pasmado. Quase penso em duvidar, quiçá mesmo em não acreditar. Mas, consultando por via das dúvidas, outros Órgãos da Comunicação Social, varrem-se-me as interrogações. Foi mesmo assim. Não quero com isto dizer que não confie no quotidiano do Senhor Engenheiro Belmiro de Azevedo, nada disso. Mas, as afirmações que o diário publicou causaram-me um verdadeiro espanto.

Com a devida vénia (nariz de cera que se vai perdendo no tempo – e no modo), passo a transcrever a notícia em causa:

«A deputada bloquista Ana Drago afirmou-se surpreendida pelo discurso da “asfixia democrática” de Manuela Ferreira Leite, na entrevista de ontem à noite na RTP1, acusando a líder do PSD de integrar governos onde esse clima era vivido.» (...)

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21.8.09

Passatempo-relâmpago de 21 Ago 09

O LIVRO cuja capa aqui se vê é o pretexto para um passatempo-relâmpago cujo regulamento é muito fácil: para já, será necessário ir [aqui], abrir o e-book intitulado O Incrível Professor Capachicho, e ler a pequena história que constitui o capítulo O Ursinho Misterioso.
Em breve, mas a uma hora-surpresa, será aqui colocada, em "actualização", uma pergunta acerca dessa história, sendo o livro de Erico Veríssimo atribuído à primeira pessoa que der a resposta certa.

Actualização-1: como se chamavam os quatro gatos do conde?
Actualização-2: a resposta certa já foi dada.

Nota: está em preparação um outro passatempo, também relacionado com as aventuras do Prof. Capachinho, e cujo prémio - não por acaso, atenção! - será o livro A Viagem da Velha Sucata, de Scott Fitzgerald.
TERMINOU às 20h de hoje o passatempo «Acontece...» a propósito desta fotografia da autoria de Carlos Pinto Coelho.
A decisão do júri será, depois, aqui anunciada.

Actualização (22 Ago 09/11h20m): o júri decidiu atribuir o prémio a Paulo, que tem 24h para contactar sorumbatico@iol.pt, indicando morada.

Meia volta

Por Joaquim Letria

FAZ-ME PENA VER o nosso ciclismo reduzido a meia volta a Portugal. Não sou tão antigo que tenha vivido a épica aventura de Nicolau e Trindade. Mas Alves Barbosa, Ribeiro da Silva e Joaquim Agostinho atraíram milhões de miúdos como eu para o desporto, primeiro para a berma das estradas, depois para os velódromos de Alvalade, Alpiarça, Loulé, onde me lembro bem de ver estádios cheios para assistirem a emocionantes corridas de pista. Agora só há campos de futebol…

A emoção dos relatos radiofónicos da nossa Volta, os arrebatadores Prémios de Montanha dos Alpes, no “Tour” e no “Giro”, a rudeza e o calor da “Vuelta”, o drama das quedas. Nem a NBA na SportTV…

O “frisson” dos jornais de actualidades nos cinemas, as etapas a cores no “Paris-Match”, as festas, as meninas, os “maillots”, Louison Bobet, séculos mais tarde Eddie Mercx, as entradas em Paris de Barbosa e Agostinho, as quedas dramáticas, o imponderável do doping, a cocaína no selim dos primeiros colombianos, os “cachets”, o anonimato feroz do pelotão, as pernas que escaldam, a raiva de vencer, o protagonismo das fugas, a glória das camisolas amarela ou rosa e o podium!

Também não é aqui que vou cair no fadinho de “no meu tempo é que era bom”! Mas meia volta a Portugal?! Tenham paciência!

«24 horas» de 21 de Agosto de 2009

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Pág. 8 do Público de hoje
MUITO se tem falado da directiva da ERC em prol do pluralismo nos órgãos de comunicação social. Cumprindo a sua parte, o Público decidiu deixar ao critério dos leitores a escolha do adjectivo que completaria o título desta notícia. (Quem tenha dúvidas, veja um anúncio, publicado no mesmo jornal, [aqui]).

O Dia do Trabalho Industrial Já Foi

Por Maria Filomena Mónica

FESTEJOU-SE HÁ POUCO [Maio 2008] o Dia do Trabalhador, uma criação da II Internacional Socialista, em homenagem à luta, iniciada em 1886, pelos operários de Chicago, com o objectivo de obterem condições de trabalho mais dignas. Ao olhar os grupos que, em Lisboa, se reuniram este ano na Avenida da Liberdade e na Alameda Afonso Henriques, senti que aquelas multidões representavam qualquer coisa de anacrónico. De facto, o 1.º de Maio pertence a um mundo que, a Ocidente, desapareceu. Depois da vitória, em 1984, de Mrs Thatcher sobre os mineiros britânicos, nada voltou a ser como dantes. Em vez de operários, com uma profissão organizada, temos jovens empregues em «call center», com trabalho precário e sem poder reivindicativo. (...)

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20.8.09

Humor Antigo - Ano de 1936

Sempre, sempre jovem

Por Joaquim Letria

OS ADULTOS NÃO QUEREM envelhecer, os adolescentes não desejam partir e as crianças patinam em linha ou de “skate”, como se nunca crescessem na vida.

Vivemos a época da infantilização dos adultos e da puerilização das crianças. Viva a regressão generalizada!

Estamos numa sociedade de emoções sincronizadas. Escondemo-nos no útero da origem para não assistir ao desastre da modernidade. Isto não é a depressão de 1929, é a regressão de 2009.

Procura-se ser cada vez mais novo, prolongando ao máximo a adolescência. O rejuvenescimento é o grande produto que todos querem. É como as batatas fritas do bife, o acompanhamento ideológico, agora transformado em “psico-poder”. Daí vermos cada vez mais psicólogos, psiquiatras e neurologistas teóricos, misturados com filósofos, a rodearem-nos e os meninos mimados que atiraram o mundo para esta fossa a recusarem-se a mostrarem-se, receosos da turba de assalariados pobres e resignados.

Foi Nietsche, no seu “Zaratustra”, quem pôs o homem a voltar a ser criança. Depois de ser o camelo que transportava os fardos da educação e dos valores, transforma-se em leão e destrói os ídolos antes de se tornar, de novo, criança. Para Nietsche tratava-se de viajar alegremente para a inocência do futuro. O que faz uma certa diferença do que vemos por aí.

«24 horas» de 20 de Agosto de 2009

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Luz - LXX

Fotografias de António Barreto - APPh

Jardineiro nos claustros do mosteiro de Alcobaça
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É para mim o mais belo monumento português. As suas formas depuradas e o despojamento decorativo conferem-lhe uma beleza inesquecível. Até o contraste entre a fachada barroca e a igreja gótica são atraentes. Visito com frequência o mosteiro. Tenho visto progredir, muito lentamente, as obras de manutenção e restauro. Tudo poderia ser feito com mais meios e atenção. Ainda há enormes áreas a necessitar de trabalhos em profundidade. E uma grande parte do mosteiro propriamente dito, depois de ter tido vários usos (incluindo um lar de idosos...), não tem afectação. Infelizmente, as obras de conservação do património sempre foram secundárias nas prioridades. Além de que se distribuem os meios por todos e por tudo, sem concentrar no mais importante.

É em Alcobaça que se encontra uma das mais belas imagens da estatuária sacra (não sei se é portuguesa ou não, o que é indiferente). Trata-se de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição (ou será simplesmente de Santa Maria de Alcobaça?), de grandes dimensões, colocada no Cruzeiro, na nave central, perto do altar principal. Não conheço a sua história. Mas é sublime!”. (2002)

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Com a corda na garganta

Por C. Barroco Esperança

O CAVADOR, VERGADO AO PESO da enxada e da fé, descansava ao domingo por imposição canónica e dos outros paroquianos. Choravam-lhe os filhos, com fome, e doía-lhe o mutismo da mulher. Vivia em aflição e, enquanto o padre transformava em benta a água vulgar e em hóstias consagradas as rodelas de pão ázimo, ia duvidando da fé.

Não o empolgava o latim, não se condoía do martírio de seu deus e descria da virtude do padre.

No domingo ansiava pela segunda-feira, esperando que um lavrador o chamasse para os trabalhos agrícolas, à espera de oito mil réis e da canada de vinho com que criava forças para, com a côdea de pão e o escasso peguilho, aguentar a jorna e a família. (...)

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19.8.09

Passatempo Calimero


Em princípio, este passatempo destina-se, exclusivamente, aos leitores que nunca tenham ganho nada nos passatempos aqui propostos. Pede-se, pois, aos outros que se abstenham de concorrer. Lá vai, então:
DE VEZ em quando, somos surpreendidos com estranhas notícias de pirataria marítima em pleno século XXI. Quando isso sucede, vem-me logo à mente o nome de António de Faria. Pergunta-se: Quem foi que o celebrizou e em que livro?
O prémio, a atribuir a quem primeiro der as respostas certas, será um exemplar da referida obra (Ed. Público, 2 vol.).

Actualização (15h54m): a resposta certa foi dada por Teresa, que tem 24h para escrever para sorumbatico@iol.pt indicando morada para envio. Sugere-se, já agora, a leitura do post que se vê [aqui], onde se refere a opinião de Aquilino Ribeiro acerca desse especialista em matar piratas.

Fim da crise? Ça dépend!

Por Ferreira Fernandes

O CRESCIMENTO FOI DE 0,3%. Fui ouvir o Governo. Este garantiu que, depois de um ano de recessão, o país "saiu, enfim, da crise." Suspirei de alívio mas, prudente, fui ouvir a Oposição. Esta desmentiu a euforia: "Os 0,3% de crescimento não devem iludir-nos, a crise continua profunda e durável." Sempre pessimistas, estes socialistas...
Aqui, soprou-me um leitor: "Desculpe, não quer dizer socialistas, pois não? Os socialistas estão no Governo, não na Oposição." Oh, peço desculpa pela confusão: eu não falava de Portugal! Os 0,3% a que me referia eram os números de França. Quem anunciou, ontem, o fim da crise foi a ministra da Economia Christine Lagarde (do UMP, partido que corresponde ao nosso PSD); e quem foi pessimista foi Michel Sapin, do PS francês, na Oposição. Em Portugal, com os mesmos 0,3% de crescimento, as opiniões foram as mesmas, invertendo o que há para inverter.
Moral da história: um socialista francês é um PSD português, quando ambos na Oposição; e, quando no Governo, um socialista português é um PSD francês. Então, saímos ou não da crise? Depende. Ou ça dépend.

«DN» de 14 de Agosto de 2009

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Foi actualizado o blogue-arquivo
Humor Antigo - Ano de 1936

Capitólio só por engano

Por Joaquim Letria

TEMOS ACOMPANHADO com o maior interesse o esforço desta vereação da CML em reciclar o Parque Mayer sem o custo dum trabalho emblemático como o de um arquitecto com o nome, prestígio e obra de Frank Gehry. Parece que se ficam pelo Manuel Salgado e já não é mau, porque o que conta, para já, é o metro quadrado…

Num desses esforços, agora também auxiliados pela Associação Turismo Lisboa, capitaneada pelo ex-vereador Vítor Costa, surge a programação das quartas-feiras, com comédia, dança, fado, grande concerto e, até música clássica! Só faltam as barraquinhas do “Ó simpático, um tirinho!” Espera-se, assim, que o Parque volte a ser uma festa, com jantar no Manel e uns carapauzinhos ao almoço, na Mimi, digo eu…

Não percebo de todo é a ênfase da Sociedade Portuguesa de Autores em dar o nome de Raul Solnado ao Capitólio. Compreendo que queiram recuperar e salvar aquela jóia da arquitectura, mas não vejo o Raul a ter que ver com aquele teatro. Com o Variedades, com certeza! Com o Monumental, naturalmente, com o Villaret, obviamente. Agora, com o Capitólio, tenham paciência!

Só se percebe por os grandes líderes da nossa querida SPA serem muito jovens e não serem de Lisboa...

«24 horas» de 19 de Agosto de 2009

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18.8.09

«Faca na Liga»

Por Joaquim Letria

Brasil D

Lá tive de ver o jogo de Vadus contra o Liechenstein para me despedir da selecção portuguesa. Da próxima parece que Portugal já não joga, passa a ser representado pela equipa do Brasil D. O Brasil A joga sob o comando de Dunga. O Brasil B fica no banco. O Brasil C joga no Brasileirão à espera do seleccionador. O Brasil D jogou em Portugal sem hipótese de ser Brasil. Pepe, Deco e Liedson vão ser ajudados pelos emigrantes portugueses. Temos uma selecção de emigrantes e imigrantes e um SLB sem portugueses. Está bem!

Académica: Nacional é bom

A Académica é uma das equipas mais portuguesas da liga. Tem 70 por cento de jogadores portugueses, o que faz com que o Evangelista meta o peito para fora e a barriga para dentro quando visita o Choupal. (...)

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O Retrato e as Promessas... - Passatempo com prémio

Lisboa - junto ao Hotel Roma
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EM CIMA, Manuela Ferreira Leite exige aos políticos que prometam só o que podem cumprir, bem a propósito da carrinha estacionada em cima do passeio - que nos recorda uma promessa que, apesar de impossível de cumprir, foi feita aos lisboetas há um par de anos.
Assim, e como 'promessas não cumpridas' fazem parte do retrato de muito boa gente, o Sorumbático escolheu um exemplar de «O Retrato» (de Nikolai Gógol) para atribuir a quem primeiro responder correctamente às três perguntas seguintes:
  • Qual o nome ocultado pelo rectângulo verde?
  • A quem se dirigiam os famosos conselhos?
  • Quem foi o autor do texto que aqui se transcreve?
NOTA: como as respostas são fáceis, elas só serão possíveis a partir de um momento-surpresa.

Actualização: as 3 respostas certas foram dadas (e em duplicado...) às 18h17m.

Artistas completos!

Por Joaquim Letria

ADOREI A HISTÓRIA do apresentador de TV, ex-polícia e jornalista, criminologista, professor universitário, político partidário, deputado eleito, acusado de matar narcotraficantes para filmar as mortes, aumentar as audiências do seu programa e eliminar a concorrência no narcotráfico.

Isto é que é produtividade e competitividade! Sustentadas! Wallace Souza e seu jovem filho mandaram matar, comprovadamente, pelo menos cinco concorrentes no negócio da droga. E filmaram os homicídios com imagens exclusivas, mostradas no programa que ele próprio, Wallace Souza, escreve, produz e apresenta na TV.

O Governo da Amazónia diz não haver dúvidas de que Wallace Souza é o mandante. Através de Corrêa Vasconcellos, secretário da Justiça, e também pelo secretário da Segurança, Francisco Cavalcanti, o Governo estadual da Amazónia, em Manaus, já confirmou oficialmente aquilo que as investigações, dirigidas por juízes com escolta policial e ameaças de morte, já deram como provado, com provas concretas e factos objectivos.

Vários antigos polícias trabalhavam com os Souza no tráfico e no desvio de combustíveis, num esquema de verdadeiro crime organizado.15 pessoas já foram presas, menos Wallace que tem imunidade parlamentar.

Pergunto eu: quem deu a formação a estes brasileiros e quem já lá foi, a correr, para fazer o mestrado? Alguém que a gente conheça?! O melhor é estar a pau!

«24 horas» de 18 de Agosto de 2009

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«Acontece...» - Convite à sua criatividade

Por Carlos Pinto Coelho

Há nesta imagem muito da nossa História.
Que estórias lhe desperta esta fotografia?
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Escreva o que lhe apetecer (até às 20h de sexta-feira, dia 21 Ago 09) e candidate-se a receber um bom livro como prémio.

Actualização (22 Ago 09/11h20m): o júri decidiu atribuir o prémio a Paulo, que tem 24h para contactar sorumbatico@iol.pt, indicando morada.

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Vale a pena escolher comida orgânica?

Por Nuno Crato

É UMA QUESTÃO QUE MUITOS CIENTISTAS não gostam de colocar, pois as variáveis são muitas e as conclusões difíceis. Pior: corre-se o risco de parecer estar de um lado ou de outro da barricada. Quem critique os vegetais criados sem fertilizantes artificiais pode ser acusado de estar a soldo das empresas de adubos químicos. E quem defenda a comida orgânica pode parecer promotor desse negócio florescente. Mas nós — nós público consumidor — gostaríamos de saber.

Há poucos dias, um grupo de seis investigadores da escola de saúde pública inglesa, a célebre London School of Hygiene and Tropical Medicine, divulgou uma grande síntese de resultados sobre uma pergunta específica: o valor nutritivo da comida orgânica é superior ao da comida produzida de forma tradicional? (...)

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17.8.09


Praça da Figueira, esta manhã
HÁ TRÊS DIAS, comemorou-se mais uma aniversário da batalha de Aljubarrota - por sinal, também o da morte de D. João I, que ocorreu 48 anos depois.
Bem no coração da cidade cujo povo tanto o amou, o monumento ao Rei da Boa Memória está assim...

Foto tirada esta tarde
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DOIS meses e 10 dias depois, ainda é possível ver cartazes destes apelando ao voto nas Europeias! Como imagem de eficiência (do Movimento em causa e dos Serviços de Limpeza das autarquias)... não está mal.

A minha quase gripe

Por Alice Vieira

COM ESTA PARANÓIA DA GRIPE, qualquer ponta de febre que se tenha nos parece de imediato os 40 graus que é suposto a gente ter quando ela ataca.

Até eu - que me gabo de não me deixar influenciar - me vi um dia destes, às quatro da madrugada (mas sem passarinhos a cantar) a ligar para a Linha-24, convencida de que ia engrossar as estatísticas.

Porque, com as rádios e as televisões a divulgarem constantemente os casos que vão aparecendo – e é mais um nos Açores, e mais três no Algarve, e a creche que fechou e a que vai fechar — a gente de repente tem a certeza de que a gripe já entrou na nossa casa, ó para ela a subir as escadas do nosso prédio, e agora é a vizinha do 1.º, depois a do 2.º, e de nada vale a gente tentar ser racional e pensar que não é possível porque está tudo de férias e não há ninguém no nosso prédio. (...)

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No Reino do Absurdo


Lisboa - junto ao Café Luanda
Lisboa - Av. de Roma, junto aos n.ºs 1 e 2
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O PAR DE FOTOS que em cima se vê documenta como é bom haver eleições de vez em quando! - e passo a explicar:
Do lado esquerdo, vê-se a situação que tem sido a regra nos parques de motorizadas, pelo menos na capital; durante anos, toda a gente se questionava por que motivo não eram colocados simples pilaretes que impedissem a ocupação indevida desses espaços.
Seja ou não pelo facto de as eleições estarem à porta, a resposta aí está - e a cores!


Em complemento, a foto de baixo mostra o que talvez já se esperasse: de um lado da avenida, o parque vazio; do outro, moto no passeio (e há momentos estava lá outra)...
Mais imagens desse absurdo podem ser vistas [aqui].